quarta-feira, 17 de março de 2010

Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer
Da arquitetura moderna à contemporânea

O maior ícone da arquitetura moderna no Brasil, Oscar Niemayer, recebe, nesta exposição, nova homenagem pela passagem de seus 100 ano de vida. O trabalho diário e a participação ativa de todos os seus projetos, da concepção à construção, demonstra a inesgotável longevidade criativa do arquiteto. Um símbolo de superação daqueles que lhe serviam de mestres e mestres de toda uma geração de novos profissionais, brasileiros e estrangeiros.

Zaha Hadid, Richard Rogers, Richars Méier, Fumihiko, Arata Isozaki, Toyo Ito, Renzo Piano, César Pelli e Mario Botta, entre nomes da arquitetura contemporânea mundial, registram, em citações de obras, a busca de inspiração e referencias no criador de Brasília. A liberdade e ousadia estrutural, características das criações de Niemayer, podem ser observadas nesta mostra em projetos já consagrados, com a universidade de Constantine, na Argélia; recentes, como o Museu de Brasília; ou inéditos, como a praça do povo e a Torre TV Digital, ambas na capital federal. Marcos desta trajetória, Pampulha e Brasília são destacados na seleção de fotografias do francês Marcel Gautherot.

A exibição desses projetos originais, pertencentes ao acervo da Fundação Oscar Niemyer, de numerosas maquetes, croquis e desenhos livres e técnicos traçam o caminho de Niemayer, na maneira como concebe, projeta e detalha suas obras. A exposição Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008 pretende enfatizar essa análise arquitetônica, desde o inicio do processo criativo ate os dias atuais, na obra do mestre brasileiro, que tem nossa especial admiração.

Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008

Em 2007, a exposição Oscar Niemayer 10/100, no Paço Imperial, Rios de Janeiro, abriu as comemorações no ano do centenário do arquiteto, celebrando não apenas a sua longevidade, mas, sobretudo, a plena forma de criação e o papel fundamental que ele exerce para a nova produção internacional de arquitetura. Além de percorrer a sua carreira, a exposição foi centrada significativa e numerosa produção dos últimos anos, enfatizando o modo com o arquiteto concebe, projeta e detalha suas obras através de croquis e desenhos livres originais, desenhos técnicos e numerosas maquetes de fazem parte de sua elaboração arquitetônica.

Pouco mais de um ano separam a mostra no Paço Imperial e a abertura da exposição do museu de Curitiba. Um mês antes da mostra carioca, em dezembro de 2006, foram inaugurados o Museu e a sede brasiliense da Biblioteca Nacional, obras que reafirmam a possibilidade de ousadia estrutural e capacidade de inovação tecnológica do arquiteto brasileiro.

Em seu escritório no Rio de Janeiro, Oscar Niemayer trabalha diariamente. Como alguém que não dispõem de tempo a perder... Tempo que foi seu grande aliado, provando que estava correto, já nos anos quarenta, ao propor alternativas formais às imitações impostas pelo excessivo racionalismo. Em sua arquitetura a forma sempre foi ligada ao pensamento estrutural a favor da indispensável função da beleza.

O tempo prossegue a seu favor: face à vitalidade e humor jovial de suas realizações recentes, os mais desavisados raramente percebem se tratar da arquitetura de um rapaz de cem anos.

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