Segall Realista
Uma retrospectiva tradicional possui sempre o objetivo de referendar o mito do artista exemplar.Esta mostra dedicada à obra de Lasar Segall, no entanto, não considera sua trajetória dentro das convenções da exemplaridade porque acredita que, também no campo da história da arte, ninguém deve servir de modelo para ninguém.
Esta mostra analisa a obra de Lasar Segall a partir da recepção que obteve no meio modernista de São Paulo na década de 1920.Segall foi visto por Mario de Andrade e outros como um ”realista” que mostrava ter superado os “
exageros” da Vanguarda expressionista.
Dentro desta perspectiva, o visitante percebera Segall como um artista em dialogo com a grande pintura e com os princípios estruturais da arte do século XX.Esta atitude, aliada ao compromisso ético que o sempre caracterizou, revelara o percurso e contra – marchas de um artista inquieto com o equilíbrio entre abstração e realidade em busca de novas possibilidades de expressão.
Se Lasar Segall pode servir de modelo de conduta profissional, é porque nunca se negou a isolar-se – não apenas como homem, mas, sobretudo, como artista.Sua obra, interrompida pela morte, enquanto ainda se rearticulava buscando novas possibilidades para seu devir, atesta que Segall foi sempre maior que o mito sobre ele.
Morro Vermelho
Morro Vermelho é uma das obras mais complexas de Lasar Segall.O quadro apresenta o tema da Virgem com o Menino de maneira impactante: a frontalidade das figuras sugere as imagens de devoção cristã, mas ambas exibem traços africanos, oque não é absolutamente comum na arte dos anos de 1920.Se o viés de denuncia social do expressionismo se faz sentir na opção por duas figuras oprimidas – a mãe e o filho negros e pobres – a postura tradicional de ambas aproxima a imagem de uma alegoria tradicional.O uso de cores vibrantes também é parte da herança expressionista, mas essa vertente da produção vanguardista não se permitia aderências a cânone pictórico, como fez Segall ao relacionar a mãe e a criança negras à tradição iconográfica cristã.Pintado durante a primeira temporada brasileira de Segall(1923-1928) Morro Vermelho revela um pintor em uma encruzilhada, entre a tradição e a radicalidade das vanguardas.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Mar de Homens
Mar de Homens
Roberto Linsker
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do seu sal
São lagrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
O peixe, o mar e os pescadores que movimentam as comunidades que deles sobrevivem.Um mar de homens que faz dessa cadeia o sustento, que morre um pouco a cada dia com a inconseqüente pesca predatória, a especulação imobiliária e a poluição ambiental.Esse é o enfoque da mostra de Roberto Linsker.Repórter Fotográfico que com suas imagens, capitadas pela costa brasileira, cala e fala mais do que as palavras.
A mostra surgiu do desdobramento natural do projeto que resultou na publicação de dois livros sobre o tema.Em exibição há uma pequena parte das dezenas de imagens selecionadas pelo fotografo para os livros.pela fotografia que ilustra a capa do livro Mar de Homens, Linsker recebeu da National Geografic o picture of the year 2002.
Maristela Requião
Roberto Linsker
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do seu sal
São lagrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa
O peixe, o mar e os pescadores que movimentam as comunidades que deles sobrevivem.Um mar de homens que faz dessa cadeia o sustento, que morre um pouco a cada dia com a inconseqüente pesca predatória, a especulação imobiliária e a poluição ambiental.Esse é o enfoque da mostra de Roberto Linsker.Repórter Fotográfico que com suas imagens, capitadas pela costa brasileira, cala e fala mais do que as palavras.
A mostra surgiu do desdobramento natural do projeto que resultou na publicação de dois livros sobre o tema.Em exibição há uma pequena parte das dezenas de imagens selecionadas pelo fotografo para os livros.pela fotografia que ilustra a capa do livro Mar de Homens, Linsker recebeu da National Geografic o picture of the year 2002.
Maristela Requião
Oscar Niemeyer
Oscar Niemeyer
Da arquitetura moderna à contemporânea
O maior ícone da arquitetura moderna no Brasil, Oscar Niemayer, recebe, nesta exposição, nova homenagem pela passagem de seus 100 ano de vida. O trabalho diário e a participação ativa de todos os seus projetos, da concepção à construção, demonstra a inesgotável longevidade criativa do arquiteto. Um símbolo de superação daqueles que lhe serviam de mestres e mestres de toda uma geração de novos profissionais, brasileiros e estrangeiros.
Zaha Hadid, Richard Rogers, Richars Méier, Fumihiko, Arata Isozaki, Toyo Ito, Renzo Piano, César Pelli e Mario Botta, entre nomes da arquitetura contemporânea mundial, registram, em citações de obras, a busca de inspiração e referencias no criador de Brasília. A liberdade e ousadia estrutural, características das criações de Niemayer, podem ser observadas nesta mostra em projetos já consagrados, com a universidade de Constantine, na Argélia; recentes, como o Museu de Brasília; ou inéditos, como a praça do povo e a Torre TV Digital, ambas na capital federal. Marcos desta trajetória, Pampulha e Brasília são destacados na seleção de fotografias do francês Marcel Gautherot.
A exibição desses projetos originais, pertencentes ao acervo da Fundação Oscar Niemyer, de numerosas maquetes, croquis e desenhos livres e técnicos traçam o caminho de Niemayer, na maneira como concebe, projeta e detalha suas obras. A exposição Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008 pretende enfatizar essa análise arquitetônica, desde o inicio do processo criativo ate os dias atuais, na obra do mestre brasileiro, que tem nossa especial admiração.
Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008
Em 2007, a exposição Oscar Niemayer 10/100, no Paço Imperial, Rios de Janeiro, abriu as comemorações no ano do centenário do arquiteto, celebrando não apenas a sua longevidade, mas, sobretudo, a plena forma de criação e o papel fundamental que ele exerce para a nova produção internacional de arquitetura. Além de percorrer a sua carreira, a exposição foi centrada significativa e numerosa produção dos últimos anos, enfatizando o modo com o arquiteto concebe, projeta e detalha suas obras através de croquis e desenhos livres originais, desenhos técnicos e numerosas maquetes de fazem parte de sua elaboração arquitetônica.
Pouco mais de um ano separam a mostra no Paço Imperial e a abertura da exposição do museu de Curitiba. Um mês antes da mostra carioca, em dezembro de 2006, foram inaugurados o Museu e a sede brasiliense da Biblioteca Nacional, obras que reafirmam a possibilidade de ousadia estrutural e capacidade de inovação tecnológica do arquiteto brasileiro.
Em seu escritório no Rio de Janeiro, Oscar Niemayer trabalha diariamente. Como alguém que não dispõem de tempo a perder... Tempo que foi seu grande aliado, provando que estava correto, já nos anos quarenta, ao propor alternativas formais às imitações impostas pelo excessivo racionalismo. Em sua arquitetura a forma sempre foi ligada ao pensamento estrutural a favor da indispensável função da beleza.
O tempo prossegue a seu favor: face à vitalidade e humor jovial de suas realizações recentes, os mais desavisados raramente percebem se tratar da arquitetura de um rapaz de cem anos.
Da arquitetura moderna à contemporânea
O maior ícone da arquitetura moderna no Brasil, Oscar Niemayer, recebe, nesta exposição, nova homenagem pela passagem de seus 100 ano de vida. O trabalho diário e a participação ativa de todos os seus projetos, da concepção à construção, demonstra a inesgotável longevidade criativa do arquiteto. Um símbolo de superação daqueles que lhe serviam de mestres e mestres de toda uma geração de novos profissionais, brasileiros e estrangeiros.
Zaha Hadid, Richard Rogers, Richars Méier, Fumihiko, Arata Isozaki, Toyo Ito, Renzo Piano, César Pelli e Mario Botta, entre nomes da arquitetura contemporânea mundial, registram, em citações de obras, a busca de inspiração e referencias no criador de Brasília. A liberdade e ousadia estrutural, características das criações de Niemayer, podem ser observadas nesta mostra em projetos já consagrados, com a universidade de Constantine, na Argélia; recentes, como o Museu de Brasília; ou inéditos, como a praça do povo e a Torre TV Digital, ambas na capital federal. Marcos desta trajetória, Pampulha e Brasília são destacados na seleção de fotografias do francês Marcel Gautherot.
A exibição desses projetos originais, pertencentes ao acervo da Fundação Oscar Niemyer, de numerosas maquetes, croquis e desenhos livres e técnicos traçam o caminho de Niemayer, na maneira como concebe, projeta e detalha suas obras. A exposição Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008 pretende enfatizar essa análise arquitetônica, desde o inicio do processo criativo ate os dias atuais, na obra do mestre brasileiro, que tem nossa especial admiração.
Oscar Niemayer: trajetória e produção contemporânea 1936-2008
Em 2007, a exposição Oscar Niemayer 10/100, no Paço Imperial, Rios de Janeiro, abriu as comemorações no ano do centenário do arquiteto, celebrando não apenas a sua longevidade, mas, sobretudo, a plena forma de criação e o papel fundamental que ele exerce para a nova produção internacional de arquitetura. Além de percorrer a sua carreira, a exposição foi centrada significativa e numerosa produção dos últimos anos, enfatizando o modo com o arquiteto concebe, projeta e detalha suas obras através de croquis e desenhos livres originais, desenhos técnicos e numerosas maquetes de fazem parte de sua elaboração arquitetônica.
Pouco mais de um ano separam a mostra no Paço Imperial e a abertura da exposição do museu de Curitiba. Um mês antes da mostra carioca, em dezembro de 2006, foram inaugurados o Museu e a sede brasiliense da Biblioteca Nacional, obras que reafirmam a possibilidade de ousadia estrutural e capacidade de inovação tecnológica do arquiteto brasileiro.
Em seu escritório no Rio de Janeiro, Oscar Niemayer trabalha diariamente. Como alguém que não dispõem de tempo a perder... Tempo que foi seu grande aliado, provando que estava correto, já nos anos quarenta, ao propor alternativas formais às imitações impostas pelo excessivo racionalismo. Em sua arquitetura a forma sempre foi ligada ao pensamento estrutural a favor da indispensável função da beleza.
O tempo prossegue a seu favor: face à vitalidade e humor jovial de suas realizações recentes, os mais desavisados raramente percebem se tratar da arquitetura de um rapaz de cem anos.
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